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domingo, 25 de janeiro de 2015

NIETZSCHE



  “Todos os filósofos têm em seu ativo esse defeito comum de partir do homem atual e pensam, fazendo uma análise do mesmo, chegar ao objetivo. Involuntariamente o ‘homem’ lhes aparece como aeterna veritas, como um elemento estável no meio de todos os turbilhões, como uma medida segura das coisas. Mas tudo o que o filósofo enuncia sobre o homem nada mais é, no fundo, que um testemunho sobre o homem num  espaço de tempo muito limitado. A falta de sentido histórico é o defeito original de todos os filósofos”.


(FRIEDRICH NIETZSCHE, Humano, demasiado humano).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Reflexões.




Reflexões.
Jonas Dias[1]

Ao estudarmos Filosofia, deparamos com a Gnosiologia ou Teoria do Conhecimento. Esta disciplina procura conhecer e compreender quais sãos os elementos e as condições do conhecimento. Entre os estudiosos e fundadores, consideram John Locke com seu ENSAIO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO  e Immanuel Kant, com a CRÍTICA DA RAZÃO PURA.
Para o leitor comum, pode parecer um assunto trivial e despido da importância que merece. Há quem atribua tal situação a dificuldade que o brasileiro tem para leitura. Ultrapassando a esfera da filosofia e despencando no lado místico, temos o conhecimento como assimilação de uma informação. Tanto intelectual, quanto emocional. Aplicar este conhecimento com discernimento é

Se Rousseau viesse aqui hoje arrepiaria os cabelos.





Se Rousseau viesse aqui hoje arrepiaria os cabelos.
Jonas Dias[1]
Alguns filhos hoje não querem sair de casa de jeito nenhum. Querem ser contestadores, sem, no entanto, sair das boas graças da mamãe e do papai. Se estivessem trabalhando, não haveria tempo para sair por aí, revivendo as ideologias de antanho. Não gostam de militares, mas adoram um coturno. São anticapitalistas, mas gostam muito da TV a cabo.
Ser contestador vivendo à custa da família é fácil. Chega a conta de luz... Chega a  conta de água...E estes, nem sequer sabem a data do vencimento.
Mas onde entra Rousseau nesta história? Rousseau, escreveu uma obra chamada O CONTRATO SOCIAL.  Publicada em 1762, é considerada uma de suas obras mais importantes, e também muito criticada. Nesta obra, Rousseau critica o absolutismo e o feudalismo, males que afligiram a Europa por séculos. Veladamente, o pensador constrói um novo pensamento de governo.  As amizades de Rousseau incluíam Voltaire, Diderot, D’Alembert. Uma turma que resolveu fazer um movimento e foram chamados de enciclopedistas. Rousseau incomodava tanto, que teve que ficar vagando de um lugar para outro. Alguns jovens hoje, incomodam, mas não saem debaixo da barra da saia da mamãe.
E qual o motivo de Rousseau arrepiar os cabelos?
Veja o que ele escreveu no Contrato Social:
“A mais antiga de todas as sociedades, e a única natural, é a sociedade da família. Os filhos permanecem ligados ao pai apenas pelo período de tempo que dele necessitam para se manter. Tão logo a essa necessidade cesse, o laço natural se dissolve. Os filhos, eximidos da obediência ao pai, e o pai, isento dos cuidados que deve aos filhos; todos se estabelecem igualmente na independência. Se continuam a permanecer unidos, já não é mais naturalmente, mas voluntariamente, e a própria família se mantém somente por convenção.”
Tudo bem. Podem dizer que o tempo mudou. Mas é inegável que hoje, alguns querem sair do dever de obedecer. Mas não querem o dever de se manter.
Mas isto é outro assunto...



[1] Graduado em Filosofia pela Universidade de São João Del-Rei-UFSJ

Sobre a preguiça intelectual.



Sobre a preguiça intelectual.
Jonas Dias[1]
Existe uma forma de preguiça que é danosa para a vida do homem. Embora todas as formas sejam perigosas, a preguiça intelectual é uma praga que ronda a nossa sociedade. Antes havia a desculpa de que os livros eram caros.  Sim, eles continuam caros. Mas existem as Bibliotecas Públicas e atualmente os livros nos formatos eletrônicos possibilitaram o acesso a excelentes publicações.
Preguiça Intelectual, não se refere somente à falta de leitura. Mas aquela preguiça de colocar a cachola para funcionar e tentar descobrir a causa de alguns problemas que vivenciamos. Não faço propaganda para este ou aquele governo. Mas tenho visto algumas repetições de jargões e falácias e raramente consigo algumas explicações plausíveis de quem os repete.
Diga-se de passagem, é mais fácil ser um pseudo intelectual do que ir contra um sistema que pretende dominar a mídia e a mente dos Brasileiros. O que a preguiça intelectual está permitindo é a mudança de nossa história ao sabor de ideologia políticas importadas de republiquetas.  Não vejo os universitários como os via a vinte anos. Um saudosismo antigo me consome.
Mas vejo uma geração perdida nos meandros do internetês  e sem saber navegar no mar de nossa língua mãe. A preguiça intelectual permite sermos explorados por pessoas inescrupulosas, que devoram um pouquinho de livros. A preguiça intelectual mostra uma geração aceita as letras esdrúxulas de uma música enlatada que exalta a criminalidade em detrimento do estado democrático de direito. Mesmo sabendo que os preguiçosos intelectuais possuem o sagrado direito de escutar as baboseiras que quiser. De abrir a goela para serem entupidos com uma cultura lixo.
E assim prossegue o nosso barco. E depois ficam filosofando tentando descobrir o motivo de não ter ido bem no ENEM.
Mas isto é outro assunto...




[1] Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei- UFSJ

Filosofia: Um conceito.





Filosofia: Um conceito.
Jonas Dias[1]
                Se colocarem vários pensadores para dizer o que é Filosofia. É provável que não concordem entre si. A filosofia é parte inerente de nossa vida. E não importa qual seja a sua crença particular. A cada segundo de sua existência você filosofa. Quem não filosofa morre.
                Contudo, morrer se dá de várias maneiras. Podemos morrer para a nossa vontade de viver. E, quanto mais sabemos, sabemos que nada sabemos.  O que é Filosofia?
Quantos envelheceram tentando descobrir esta resposta. Acredito na impossibilidade de encontrar uma resposta precisa, certa e absoluta sobre o que é filosofia.   Muitos já disseram que a filosofia é amiga do saber. Amor pelo saber.  A junção do termo grego philia que significa amor fraterno, com Sophia que significa sabedoria. Não espere ser a filosofia um arcabouço de conhecimentos, ela está além disso. O dever da filosofia é nos conduzir por uma inquietação diante da vida. Leva-nos a posicionar. Conduz a questionar o óbvio. Leva-nos a fugir da unanimidade. Leva-nos a não sermos mais um no senso comum. E olha que não afirmo que o senso comum não possui sabedoria ou não tenha razão. Podemos até aceitar o que o senso comum diz. Mas não sem investigar. Afinal, a filosofia é antes de qualquer conceito, investigativa.
                Para Aristóteles a filosofia é o saber racional, a ciência em seu sentido mais geral. Difere totalmente da religião. Enquanto a filosofia repousa sobre a experiência e a razão, a religião alicerça-se sobre a revelação e a fé. É por isto que aceitamos a o filósofo cristão. E também porque vivemos num Estado democrático de Direito. 
                Não podemos é vulgarizar a palavra filosofia. O método do técnico de futebol em treinar seus comandados não é “filosofia”. Exceto para seus pupilos. Portanto a filosofia das entrevistas futebolísticas não é esta nossa filosofia.
                Mas a filosofia que falamos, aquela que possui as suas raízes na Grécia antiga, possui como centro três eixos fundamentais: Ética, Estética e Lógica. E qualquer homem pode almejar a ter este saber filosófico. O saber não se conquista sem esforço. Não há como aprender sem debruçar sobre uma leitura sadia e de bons livros.  Aristóteles afirmou que o homem por ser um animal racional “tende” ao saber. Portanto, tender ao saber é também desejá-lo e obtê-lo. Não há como filosofar se somos tomados por uma preguiça intelectual.
Mas isto é outro assunto...

               

               



[1] Graduado em Filosofia pela UFSJ.